13 de dezembro de 2016

Resenha - Talvez Um Dia, Colleen Hoover.

Autor: Colleen Hoover
Título: Talvez Um Dia
Ano: 2016
Páginas: 368
Editora: Galera Record
Um dos livros mais comentados de 2015, nos Estados Unidos, este é mais um sucesso arrebatador de Colleen Hoover, autora das séries Slammed e Hopeless.
Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Eu estava com medo! Apavorada em não encontrar um livro que me emocionasse e me dissesse tanto como Maybe Someday.

Essa autora mais uma vez me faz lembrar porque amo sua escrita. Maybe Someday não é simplesmente um livro. É uma lição, um aprendizado. Antes mesmo que o livro acabasse eu já estava derramando algumas lágrimas. Vem comigo conhecer um pouco mais.

Todos os dias as 20hs Sidney sai para a sua varanda para escutar Ridge tocar violão. E um dia eles passam a conversar por mensagens de texto. Uma amizade engraçada começa a se formar já que eles não se apresentaram pessoalmente.

É então que tudo muda. Sidney sofre uma grande decepção ao descobrir que seu namorado de dois anos Hunter dorme com sua melhor amiga e colega de quarto Tori. Sem um lugar para ir e ninguém a quem recorrer ela se sente perdida e é aí que surge Ridge. Ele oferece um quarto para Syd em troca ela iria ajudá-lo a compor as músicas da banda de seu irmão Brennan.

Desde o começo a atração, a sintonia entre eles era clara e forte demais. Eles lutam contra, afinal Ridge tem uma namorada que ele ama, ama muito mesmo, Maggie.

Syd não quer ser uma Tori e não quer que Ridge vire um Hunter. Mas como lutar contra o impossível? O sentimento que nasce entre eles é tão, mas tão lindo e a gente torce para que eles fiquem juntos. Mesmo as circunstâncias não sendo favoráveis à esse amor.


E Maggie, ah Maggie. Não tem como não amá-la, ela é uma personagem de força e é incrível, fica muito evidente o porque Ridge a ama tanto. Mas e Syd? E esse sentimento forte entre eles? Pessoas certas, épocas de vida erradas? Será?

Eu preciso dizer que eu amei e odiei o Warren, amigo de Ridge. Ele disse algumas verdades a Syd sim, mas uma andorinha só não faz verão e Ridge se envolveu tanto quanto ela. E no final parece que ele culpou apenas ela por não desistir. Quando era óbvio que nem Ridge e nem Syd queriam abrir mão de nada.

Então ai vocês vão se perguntar; Mas e a Maggie!!! A Maggie é uma personagem tão real que até quando a cena não era exatamente com ela ou sobre ela, eu conseguia senti-la. Depois que ela finalmente é apresentada não tem como não amá-la e torcer por ela.

A pergunta que não cala é, torcer por Ridge e Maggie ou Ridge e Syd?

Preciso confessar que o final do livro não foi o meu ponto alto. Achei que a autora pecou em algumas coisas, e sinceramente eu no lugar não sei se aceitaria. Talvez sim, talvez não, a situação que a autora nos entrega é muito complexa.

Construir sua felicidade em cima dos escombros da felicidade de outra pessoa? Não importa quem, alguém sempre se machuca. Alguém sempre pagará o preço de abrir mão.

Enfim de início de ano esse livro foi um dos melhores que li.

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