10.12.16

Resenha - A Mulher de Preto 2, Martyn Waites

Autor: Martyn Waites
Título: A Mulher de Preto #2
Ano: 2015
Páginas: 304
Editora: Record

Sequência do clássico livro de horror que deu origem ao filme.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha é devastada por bombas alemãs. Enquanto os desafortunados encontram seu fim em meio a escombros e explosões em uma Londres arruinada, os sobreviventes buscam proteção nas estações de metrô e as crianças são enviadas para a zona rural para fugir do horror da Blitz.
A professora Eve Parkins é responsável por um desses grupos de crianças que segue para o campo. O destino: a Casa do Brejo da Enguia. A nova residência, localizada em um pântano e sempre encoberta por uma espessa bruma, agora está reformada e pronta para servir de escola e abrigo. Porém, existe algo na casa que deixa a jovem professora inquieta. Um mofo preto que parece se esgueirar pelas paredes, pesadelos angustiantes e um ruído aterrador vindo do porão à noite.
Edward, uma das crianças do grupo, tem um passado trágico. Após testemunhar a morte da mãe em um ataque aéreo, ele se retrai completamente. Sempre afastado, busca consolo em um fantoche que encontra na casa. No entanto, longe de ser apenas um brinquedo, o boneco parece servir de instrumento para o menino conversar com alguém.
Logo os novos residentes da Casa do Brejo da Enguia percebem que há mais uma pessoa entre eles. E ela parece ter planos para os visitantes.

Esse foi o primeiro livro que li com temática de terror. E o gênero me ganhou!

Em meio a segunda guerra mundial a professora Eve Parkins é enviada juntamente com a diretora Jean Hogg e um grupo de crianças para a casa do brejo das enguias. Com algumas poucas mudanças para receber seus novos ocupantes a casa os espera.

No grupo de crianças enviadas a casa do brejo das enguias está Edward, ele perdeu a mãe em um bombardeio aéreo e desde então não pronúncia uma palavra.


Logo no primeiro dia Eve já percebe algumas coisas na casa. Um mofo preto que cobre as paredes da casa e parece se espalhar por todos os lados. Uma sensação de tristeza avassaladora e o pior algo ruim muito ruim.

As coisas vistas por Eve deixam nós, leitores, totalmente tensos. Quase podemos sentir o cheiro de podridão que permeia a casa. Quase podemos ver o mofo preto que tudo revesti e parece se mover. O clima tenso me deixou elétrica em vários momentos.

Edward acaba sendo um dos principais personagens do livro, já que ele é o único que se comunica com a entidade na casa. Mas não por palavras e sim por gestos o que nos deixa em um clima de suspense o tempo todo.

Eve percebe que a algo na casa, eles não estão sozinhos e disso ela tem certeza. E então começa sua luta em tentar proteger as crianças, e mantê-las vivas.

Cheiros, sons e aparições permeiam o livro. O autor está de parabéns em saber deixar o leitor na expectativa do que esperar na próxima página. Livro tenso, com toque de terror e suspense na medida certa.

A casa das enguias é uma casa horrível não sei como enviaram aquelas crianças para lá. Mas o cenário inteiro foi muito bem montado. O autor Martyn Waites, que não é o mesmo de A mulher de preto, deu um ritmo tenso e acelerado ao livro. Em momento algum nos sentimos relendo a mesma cena aterrorizante.

Como eu disse, foi o primeiro livro do gênero que li e amei. Vi o filme e prefiro mil vezes o livro. Não li o primeiro livro A mulher de preto apenas assisti ao filme que me assustou sim, mas infelizmente essa nova adaptação deixou muito a desejar.

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