11.12.16

Resenha - A Morte de Sarai, J.A. Redmerski.

Autor: J.A. Redmerski
Ano: 2015
Páginas: 255
Editora: Suma de Letras

Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte.
Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo.
Em “A Morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

Vamos começar essa resenha ressaltando que não existem inocentes, amores para a vida toda e o clássico felizes para sempre.

A morte de Sarai me jogou em um universo totalmente diferente do que estou lendo ultimamente e a mudança foi mais que bem vinda!

Sarai aos 14 anos de idade foi levada pela mãe para o México e entregue à Javier um poderoso traficante de drogas e de mulheres. Sarai, como a favorita de Javier sofreu menos que as outras meninas, ela era apenas de Javier e os outros homens não podiam tocá-la.


Victor vai a fortaleza no México acertar um trabalho, lá ele demostra não ser um homem que teme Javier, ao contrário, Victor é um assassino profissional e não se lembra mais o que é sentir emoções.

Sarai vê em Victor sua chance de fuga. E não perde a chance de usá-la. Mesmo isso podendo resultar na sua morte.

“Só tenho certeza de que estou viva graças a Victor. Estou em casa, em Tucson, graças a Victor. Estou livre de uma vida que não escolhi graças a Victor.”

Victor hesita em ajudar Sarai, a missão dele não pode ser comprometida. Mas apesar de ter todos os motivos para não ajudá-la ele se pega ajudando-a mesmo assim. Mesmo contra a vontade de seu irmão, Niklas, que também é seu contato na Ordem.

A Ordem, uma empresa? Acho que a palavra não é essa, que Victor trabalha. Ele foi recrutado ainda uma criança. Cresceu lá em treinamento para ser um assassino e é considerado o número um da Ordem.

Com a missão de Victor comprometida, capangas de Javier, e o próprio, atrás de Sarai, Victor terá que usar todas suas habilidades para salvá-la e a si mesmo.

Eu realmente, realmente gostei muito desse livro, A morte de Sarai foi uma grata surpresa. Não consegui largar o livro li em um dia apenas. Mas poderia ter sido em questão de horas. O livro acaba e deixa aquele gosto de quero mais e pensar na espera para ter a continuação na estante me mata de ansiedade.

Um livro que fala da crueldade da vida. Que mostra que não existe sofrimento sem marcas. Ninguém passa pelo que Sarai e passou e pode sair ileso dessa vida. Está tudo grudado nela. É a essência dela e isso não pode ser mudado, mas talvez possa ser moldado.

“- Sarai, escute com atenção – diz ele. – Se escolher ir comigo, saiba que pode morrer. Vou fazer todo o possível para manter você a salvo, mas isso não é uma garantia. Por mais que você confie em mim, nunca, sob qualquer circunstância, deve confiar totalmente em alguém. No final, você só pode confiar em si mesma. Eu não sou seu herói. Não sou sua alma gêmea que jamais deixará que nada de ruim lhe aconteça. Sempre confie em seus instintos primeiro e em mim, se decidir confiar, por último.”

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