11 de dezembro de 2016

Resenha - Escolhas, Cristina Valori.

Autor: Cristina Valori
Título: Escolhas
Ano: 2015
Páginas: 254
Editora: Qualis editora

Quem determina o que é certo ou errado? Como saber qual caminho seguir? O que nos garante a certeza de ter feito a escolha correta? Será que a razão deve prevalecer ou seguir o coração é sempre o melhor? Você conseguiria viver sabendo que as suas decisões podem mudar tudo? Por que o destino as vezes nos testa?
Para Fabiana nada poderia mudar a sua história. Ela sempre teve esta certeza, até que a vida provou que nem sempre é fácil decidir qual rumo tomar. Que o seu coração é quem comanda e a guiará para a decisão correta.
Em um sábado como outro qualquer, Fabiana se vê diante de uma situação que mudará a sua estrutura, deixando-a com dúvidas sobre a sua, perfeita, vida. Ela será obrigada a fazer a sua escolha, quando o destino exige uma decisão.
Como não se entregar ao verdadeiro amor? Como viver sem se sentir culpada? E por quê? Porque ela estava sendo
testada daquela forma?
Essas e outras perguntas começaram a fazer parte do seu dia a dia, desde o momento que resolveu seguir os seus sentimentos.
E você? Faria o que? Seguiria o seu coração?

Não são todos os livros que leio que me fazem chorar, e quando isso acontece eles entram nos meus favoritos. Foi assim com Escolhas, entendam porque.

Durante a leitura uma coisa que me chamou a atenção é que parece que a Fabiana está contando para nós sua história. O livro é narrado em primeira pessoa o que nos dá a impressão que ela está sentada ao nosso lado contando cada coisa. Sentimos toda a angústia e alegria da Fabiana.

Comecei a leitura desse livro não me identificando com a protagonista Fabiana. Logo no começo ela avisa que você irá sentir raiva, desprezo, pena dela, mas que talvez no fim você seja capaz de entendê-la. E sim eu senti, raiva, muita raiva dela. Acompanhei sua narrativa e sentia vontade de entrar no livro e dar uns tapas na cara dela. Mas no fim nós entendemos tudo o que ela passou. E até nós passarmos por isso não tem como julgar.

Fabiana uma jovem mulher casada à 10 anos, mãe de três filhos decide fazer uma nova tatuagem. Acompanhada do marido e dos cunhados ela chega a um estúdio. Mas por obra do destino ela é passada para um outro tatuador. Gustavo!


Gustavo tatuador que ama o que faz, pai de um garotinho e divorciado. Quando ele e Fabiana se encontram é como se eles na verdade se reconhecessem. Tudo para, o olhar fica travado e mesmo seu marido estando na sala ela não consegue evitar sentir o que sentiu.

Ok! Aqui vocês já devem pensar; O que? Ela é casada?! Sim, Fabiana é casada e seu marido é um excelente pai, e um marido atencioso e apaixonado como poucos. Parece pior ainda certo? Veja bem, é inevitável acontecer o que aconteceu Fabiana em momento nenhum se eximiu de culpa. Não vou citar o nome do marido dela, não por ser um mistério, mas gostei tanto da forma como a autora finalmente o colocou como uma pessoa “real” na história que quero que vocês sintam o que senti quando de apenas ser o marido ele passa a ser um personagem real.

Não se segura o amor, não o amor de uma vida, não o verdadeiro amor. Quando ele nasce ele não pode ser contido apenas sentido, ou melhor vivido.

O marido de Fabiana foi quem roubou para mim a maioria das cenas, eu amei esse homem, amei sua coragem, amei seu altruísmo a sua força. E torci muito para que a escolha fosse dele. Foi por ele que derramei cada lágrima, por ele que torci a cada página por ele que me apaixonei.

Senti raiva da Fabiana, raiva do Gustavo, mas no final da minha leitura percebi que era simplesmente inevitável. Nem tudo o que aconteceu foi conseqüências de escolhas. Algumas coisas simplesmente foi o destino.

Sofri, chorei, odiei e finalmente amei! Entendi a Fabiana como uma mulher que errou, mas se redimiu. Entendi o Gustavo como um homem que se apaixonou, não um destruidor de lares, um homem que soube fazer a escolha certa no momento certo.

E o marido? Ah o marido da Fabiana terá meu eterno amor, respeito e carinho. Só em pensar agora em suas cenas sinto meu peito oprimido. Marido, obrigada por me fazer experimentar tantas emoções.

A Cristina Valori minha eterna gratidão por me presentear com uma história tão verídica, tão fantástica e apaixonante.

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