13.12.16

Resenha - A Culpa é das Estrelas, John Green.

Autor: John Green
Título: A Culpa é das Estrelas
Ano: 2013
Páginas: 288
Editora: Intrínseca

Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. 

Hazel Grace é uma adolescente de 16 anos com câncer. Ela descobriu que tem câncer aos 13 anos. Sua expectativa de vida melhorou graças a uma droga chamada Falanxifor que diminuiu seus tumores. A droga apenas irá prolongar sua vida, mas não salvá-la.

Hazel faz parte de um grupo de apoio em uma igreja. Lá conhece Augustus Waters. Augustus (Gus) tem 17 anos e perdeu a perna para essa doença, ele teve Osteossarcoma. Está sem o câncer há 1 ano e meio quando conhece Hazel. Hazel Grace como August prefere chamá-la.

"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2 ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros
Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter
Hazel Grace"


A culpa é das estrelas foi o primeiro livro que li de John Green e espero que não seja o último.

Li esse livro rapidamente e de forma geral não me decepcionou. Não vou dissecar o livro por que a partes que me envolveram, como a luta deles contra a doença. E partes que não me disseram muito para não disser que não disseram nada #confuso.

Os diálogos são estimulantes, nada de conversinha boba ao pé do ouvido. Eles se desafiam e se entendem de uma forma que nos estimula no decorrer da história. Nos mostrando que todos estamos morrendo. A narradora da história é Hazel, e sendo o livro em 1 pessoa nos possibilita sentir tudo com intensidade.


Hazel e Augustus entendem a situação que vivem e tentam tirar o melhor disso. A culpa é das estrelas me emocionou, ri e chorei. Mesmo podendo parecer que não o livro tem suas mensagens. A aceitação e se viver o melhor que puder no tempo que se tem, nossa, acredito que faz toda a diferença.

"Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas.
Espero que a Hazel aceite as dela.
Augustus Waters"

Esse livro me emocionou na mesma proporção que Cante Para eu Dormir. Chorei e torci por um milagre, mas o câncer não é bonito é uma doença corrosiva. Tentar entrar na pele dos protagonistas em certos momentos foi uma luta.

Não poderia deixar de mencionar a relação de Hazel com os pais. Por ser mãe me emocionei bastante com a relação pais x filha. Não queria e nem podia me imaginar no lugar deles. Mesmo o livro sendo uma ficção vale lembrar que essa realidade é vivida por milhões de crianças, adolescentes e pais diariamente.

Essa resenha nem chegou aos pés do que eu realmente queria escrever, mas sou daquelas que quando gosto muito não consigo passar para o papel. Talvez não consiga compartilhar a gama de emoções que esse livro me causou.

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