13.12.16

Resenha - Cicatrizes, K.A. Robinson.

Autor: K.A. Robinson
Título: Cicatrizes
Série: Torn #1
Ano: 2016 
Páginas: 288
Editora: Fábrica 231

Foram poucos os relacionamentos de Chloe até a chegada à universidade. Ela escolheu ingressar na West Virginia e cursar Psicologia pela oportunidade de permanecer perto de Amber, a melhor amiga, e Logan, o fiel escudeiro e amigo desde os tempos de ensino médio. Chloe nunca teve uma boa convivência com a mãe, drogada e desequilibrada.
Mas justamente no primeiro dia de aula, o destino de Chloe começa a ser traçado em outra direção. É quando ela senta ao lado de um típico bad boy tatuado, piercings nos lábios e nas sobrancelhas. O coração bate mais forte, a respiração fica alterada, e a boca seca. Drake Allen é o motivo. Dono de um mustang e vocalista da banda Breaking the Hunger, o rapaz é bastante assediado pelas fãs e não se prende a ninguém.
Drake não resiste à troca de olhares com Chloe, quando se esbarram pela primeira vez na sala de aula. É o início de uma relação com muitos obstáculos, movida por desejo e paixão intensos. Mas Drake se declara num momento em que Chloe, desiludida, resolve ceder aos encantos de Logan, o melhor amigo, que há anos nutre um amor platônico, e que finalmente tem coragem de se declarar.
Seria válido trocar um amor seguro por um músico bad boy, ou mais cômodo manter a amizade disfarçada de namoro? De um lado, Logan, lindo, gentil e carinhoso. De outro, Drake, uma paixão rude e avassaladora. Mas por que será que os caminhos do coração indicam sempre as curvas mais tortuosas? Chloe decide então seguir em frente na busca pela felicidade, mas não contava que o passado voltaria a bater em sua porta.

Junte uma capa atrativa, um enredo clichê - quem não gosta rs - e teremos Cicatrizes. Confesso que eu esperava mais desse livro. 

No começo temos uma premissa que promete grandes emoções, mas isso fica embaralhado no meio de um triângulo amoroso. Sim não leram errado, tem triângulo nessa história.

Chloe teve uma infância de merda, sendo maltratada pela mãe tudo o que ela queria era fugir, e enfim sua oportunidade surge. Ao partir para a faculdade de West Virgínia Chloe espera deixar para trás mais que seus medos. Curtindo a faculdade com seu melhor amigo Logan e sua amiga do peito Amber. 

Drake é o típico badboy cheio de piercing pelo corpo - em cada lugar - e várias tatoo espalhadas pelo corpo ele é um atrativo e tanto para Chloe. Logo surge uma amizade permeada por estranhos momentos de paquera. 
O que tinha pra ter um diferencial, dois jovens que precisam esquecer o passado e recomeçarem uma nova vida, peca quando a autora ao invés de se aprofundar no passado de Chloe para entendermos o que aconteceu com ela, a autora foca no bendito triângulo só eu acho chato esses triângulos? É quando a protagonista resolve baixar a vagaba e jogar com os dois.

O livro tinha enredo não pra fugir do clichê, mas pra ser melhor do que foi. A autora focou muito na relação do triângulo e, nós, leitores não conseguimos sentir empatia e nem um grau de compreensão pelas escolhas de Chloe. Sinceramente por várias vezes me peguei xingando a garota. Ficou o livro inteiro em um chove não molha, hora molha o biscoito no leite de um hora de outro e depois se fazia de "coitada de mim" os personagens são rasos sem profundidade pra nós nos apegarmos. 

O livro fica bom mais pro final, tipo o último capítulo mesmo que é quando as coisas parecem que vão acontecer e adivinhem? O livro acaba! Então a frustração será à espera pela continuação.

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